quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Pelo que já passei e ainda passo!


Tenho ideias delirantes, já cheguei as vezes pensar q entrariam em minha casa e nos assassinariam, antes com requintes de crueldades em outras vezes pensando que um avião cairia na rua ao lado e mentalizava toda a cena de querozene descendo a rua chegando na minha casa. Hoje quando ando de ônibus especialmente sozinho e em qualquer sinal de perigo (pelo menos para mim) imagino capotamento, a cena gera automaticamente em minha mente, de pessoas mortas, ensanguentadas, mutiladas, estilhaços de vidros por toda parte, gritos, desesperos, simplesmente a vontade é de gritar: "Para o ônibus" e descer ou de gritar para o motorista maneirar na velocidade. Em brigas conjugais tinha a mais absoluta certeza que minha esposa iria me esfaquear durante a noite, a cena de ela tirando uma faca por debaixo do lençol e me esfaqueando no peito era fixa. Fazendo eu esconder a maioria dos objetos perfurocortantes. Isso são ideias delirantes. Com o passar do tempo escutava meu nome sem haver ninguém na casa, escutava nitidamente o telefone tocar, escutava minha mãe falando, reclamando alguma coisa sem ela ter no mínimo balbuciado algo. Vultos, pelo menos a impressão passavam pelo corredor a sensação de ser seguido ou de ser observado.

Não há necessariamente um stress, uma situação emocional, não pelo menos que eu perceba, as vezes sim, mas na maioria das vezes não! De repente vou ficando agoniado, de repente vou ficando inquieto, vou ficando irritado, a voz ou vozes das pessoas me irritam, me pertubam, lembro que no ínicio não suportava a voz da minha pequena filha. Vozes como das pessoas e da tv ou som era extrema pertubador e ainda é. É um misto de raiva e ódio de repente, não suporto muitas perguntas constantes, perguntas tolas é tolerancia zero. Perguntas simples respondo com agressividade e estupides. Numa simples discursão a vontade é de agressão se na pratica não se concretiza no campo das ideias se toma efeito.

Em minhas pesquisas essa se "cura" em meses, semanas e até mesmos dias, no meu caso penso que é um ciclo, pois no mês de julho, fiz o que para mim é grandes coisas, preguei numa igreja, fui em um balneario com pré-adolescentes, fiquei a frente de um culto semanal da igreja que congrego fui ao cinema algumas vezes, até acordei com um irmão é ir há um interior do Estado no mês de setembro (já desisti), o mês todinho nas segundas, quartas e sextas fiquei a frente do Grupo de Oração da minha igreja (onde fui designado há dois anos atrás), visitei enfermos, fui a cultos de ação de Graças. Fui ativo, feliz!

No começo de agosto veio o abatimento, a vontade de não sair, como está se concretizando agora, a tristeza de repente a vontade de não falar com as pessoas, de evitar o meio social, as inquietações filosoficas, os questionamentos sobre a igreja, liderança (novamente), família, trabalho (preocupação com o futuro) as mudanças repentinas de humor, variando entre dias, horas e até minutos, horas de alegrias, horas de tristezas, horas de ficar laconico, horas falante demasiadamente, hora de ser eufórico no falar, exagerando até no ue dizer, horas em querer falar para ferir, atacar. Desejos que não são dignos de serem escritos, desejos de morte, uma imagem fixa de enforcamento povoa minha mente desde agosto. Me vejo dependurado numa corda. Parece q tenho a impressão que assim encontrei paz neste mundo angustiante. Neste mundo que me causa dor quando vejo injustiças socias, disparidades, quando penso se estou educando bem minha filha, se não estou repetindo a mesma história da minha vida com minha filha privando ela de muitas coisas com o medo de ela se machucar. Ainda choro com noticias, filmes, novelas, choro facilmente.

25 de agosto, 3:17 da tarde, uma velha assombração me visita, estava a porta de casa a ponto de dar um telefonema, quando escuto uma voz de um homem baixo, não consigo entender, olho desesperadamente para rua, pois sabia que era próximo como por tras do muro, saio p vê e ninguém na rua. TRISTEZA, extrema tristeza, algo que muito tempo não acontecia. Depois disto a ansiedade e irritabilidade apenas aumentaram. Isso posso dizer que foi stress, neste mês minha filha adoeceu por uma semana e meia. Andei em pediatra e urgência, e foi um dia no pediatra, onde estava desde cedo, com muitas crianças: choro, grito, batidas, corre-corre, volume da televisão muito alto, que quase surto, a cena se projetou na minha cabeça de eu gritando alto "NÃO,NÃO,NÃO,NÃO", como que pedindo para que tudo aquilo parasse foi quando nos chamaram para a consulta e o silêncio do consultório retardou o surto. Mas o estrago já estava feito, passado algum tempo fui a urgência levar minha filha e tempos depois ao shopping e não suportava encarar as pessoas, todo aquele movimento e conversas paralelas me deixavam tonto, com os olhos cansados, pesados, o centro da cabeça também cansado e dormente. Com a vontade de deitar e isso está se estendendo até hoje.

O que reclamo muito são os frequentes esquecimentos, o médico diz que é por causa dos medicamentos. Nas pesquisas encontrei que perdas repentinas e mudanças bruscas podem causar este transtorno, bem sei que mudei repentinamente de setor, unidade e função e terminei a universidade. Muitas vezes me dou conta outras não de que falo o que não deveria, o politicamente incorreto ou procedo da forma não padrão, comportamento. O sono ficou diminuto, ignoro o perigo em muitos casos como o atravessar de uma rua, o que contrasta com outros momentos que o medo da morte é torturante. Na verdade o medo da dor que leva a morte acho eu. Muitas vezes confuso, simplesmente confuso, com vontade de sair sem paradeiro, vontade de sumir, de dormir e não acordar ou acordar décadas depois.

Continua...