quarta-feira, 19 de abril de 2017

Lambranças

Esses dias lembrava da frase ouvida do final de noite: "Conte uma história pra mim!", era uma ordem desde da escolha do livro até mesmo não podendo mudar uma única palavra. Se mudássemos ouviríamos: "Ei não é assim!".






Sempre escutei: "Conte mais uma" e dizia: "Não ta bom amanhã tem aula". Ouvia aquela voz de neném dizendo: "Beijo, boa noite" E via aquele biquinho pra da o beijo na bochecha.







Quantos de nós não fizemos isso, alguns até dormiam juntos de tão cansados. Mais é bom por que depois tudo que resta é a saudade. A saudade de olhar ali mesmo da cama, deitado ao lado vendo os olhos fechados da inocência, o inspirar e expirar dos pulmões mostrando leveza, calmaria, o passar de mão nos cabelos lisos (na época, rsrs) e brilhosos, o beijo na testa de quem diz: "Dorme com Deus!"






As vezes me cobro por não ter feito mais coisas, de ter sido omisso e relapso em tantas outras. Alguns dizem que é uma preocupação exagerada, mais talvez seja coisa de pai, coisa de mãe. Mais me alegro por ter participado e incentivado em tantas outras. Hoje as discussões e indicações são de livros, filmes e séries. Tanto que falei e hj você Sarah Silva assiste Anatomy Grey e tanto que falou que assisto o tal e PLL (Pretty Little Liars) e agora o IZombie. Você quer da spoiler (eu não quero saber), você quer de mim spoiler (eu não conto). Mais o melhor disso tudo que assim você me conhece e eu lhe conheço, sei teus gostos e até onde você está conhecendo sobre o que a vida mostra pra gente (parte dela) e de mim você sabe onde me identifico nas séries e nos filmes. Quando choro em momentos chaves de Anatomy Grey e você não percebo que não visões diferentes de vê o mundo e vice-versa.
Eu amo andar de mão dadas com você, mais as vezes pareço ser insensível quando digo que precisas largar da minha mão um pouquinho, por que assim como naquele instante na rua você precisa ter equilíbrio e trilhar seu caminho sozinha, estou promovendo a ti o exercício de trilhar na vida também um dia sem depender de ninguém.Quem sabe um dia não ouvirás de mim a dizer: "Conte mais uma!" e você responderá: "Pai preciso trabalhar amanhã e o senhor descansar" e com um beijo na testa de seu pai dirá: "Dorme com Deus!"








sábado, 1 de abril de 2017

Se acreditasse, se apenas acreditasse

Se acreditasse com todas as minhas forças em vidas passadas (porque discordo de muita coisa no pouco que conheço). Gostaria de saber quem fui, quantas vidas eu tive e o que vivi. Porque tem certos momentos que vivo experiencias que vão muito além da vida que levo hoje. A começar por certos gostos, cresci num conjunto habitacional, nunca passei fome, mais fui privado de muitos privilégios e certos gostos que tomei vão além do convencional, meninos da minha idade nunca gostaram de música instrumental ou clássica, muito mais chegados a samba, pagode algo mais popular. O gosto por esporte mesmo jogando futebol, para mim sempre foram relacionados ao raciocínio e posso dizer que em nada tem haver com a criação, mesmo minha mãe sendo professora (ela não tinha tempo nem pra ela quanto mais para mim). Posso falar com detalhes sobre isso em outro momento, o que vou falar aqui é o poder da música, ao escutar ela me da a certeza de pertencimento, porém não desta época e talvez seja isso que me angustie tanto (caso acreditasse piamente neste tipo de coisas ou será que já acredito?).
As Ilhas dos Açores é uma música do grupo Português Madredeus e vou dizer a vocês exatamente o que sinto ao escutá-la. Claro que posso esta sofrendo influencia da série brasileira Os Maias, onde foi tocada bastantes músicas deste grupo. Mais a própria série foi algo que me cativou (por mais que na época não assisti toda, apenas anos atras e foi coisa que nunca deixei de procurar. Então vamos lá.
Sou levado para um parapeito de alguma casa antiga a beira do mar, olhando o horizonte como quisesse avistar o retorno de alguém.
 A partir de 1:58 segundos, como se fosse o dedilhar num violão é a parte q me emociona, parece q cada toque é um sentimento maior de saudade e tristeza. Não conheço de instrumento, mais me soa ter ali, violão, violino e sanfona, é tudo armônico.
Aos 3:10 segundos sinto lembranças infantis (o problema deste sentir é que não vejo, mais sei que é algo da infância). Existe alguém comigo, é uma menina, um irmão eu não sei mais existe e tudo coexiste pacificamente. Não chove, não chove a dias, estamos todos no jardim, estamos todos felizes, os mais velhos estão lá, eles olham felizes com orgulho a família que tem. Olham lá de cima.
Obrigado Madredeus.