sábado, 1 de abril de 2017

Se acreditasse, se apenas acreditasse

Se acreditasse com todas as minhas forças em vidas passadas (porque discordo de muita coisa no pouco que conheço). Gostaria de saber quem fui, quantas vidas eu tive e o que vivi. Porque tem certos momentos que vivo experiencias que vão muito além da vida que levo hoje. A começar por certos gostos, cresci num conjunto habitacional, nunca passei fome, mais fui privado de muitos privilégios e certos gostos que tomei vão além do convencional, meninos da minha idade nunca gostaram de música instrumental ou clássica, muito mais chegados a samba, pagode algo mais popular. O gosto por esporte mesmo jogando futebol, para mim sempre foram relacionados ao raciocínio e posso dizer que em nada tem haver com a criação, mesmo minha mãe sendo professora (ela não tinha tempo nem pra ela quanto mais para mim). Posso falar com detalhes sobre isso em outro momento, o que vou falar aqui é o poder da música, ao escutar ela me da a certeza de pertencimento, porém não desta época e talvez seja isso que me angustie tanto (caso acreditasse piamente neste tipo de coisas ou será que já acredito?).
As Ilhas dos Açores é uma música do grupo Português Madredeus e vou dizer a vocês exatamente o que sinto ao escutá-la. Claro que posso esta sofrendo influencia da série brasileira Os Maias, onde foi tocada bastantes músicas deste grupo. Mais a própria série foi algo que me cativou (por mais que na época não assisti toda, apenas anos atras e foi coisa que nunca deixei de procurar. Então vamos lá.
Sou levado para um parapeito de alguma casa antiga a beira do mar, olhando o horizonte como quisesse avistar o retorno de alguém.
 A partir de 1:58 segundos, como se fosse o dedilhar num violão é a parte q me emociona, parece q cada toque é um sentimento maior de saudade e tristeza. Não conheço de instrumento, mais me soa ter ali, violão, violino e sanfona, é tudo armônico.
Aos 3:10 segundos sinto lembranças infantis (o problema deste sentir é que não vejo, mais sei que é algo da infância). Existe alguém comigo, é uma menina, um irmão eu não sei mais existe e tudo coexiste pacificamente. Não chove, não chove a dias, estamos todos no jardim, estamos todos felizes, os mais velhos estão lá, eles olham felizes com orgulho a família que tem. Olham lá de cima.
Obrigado Madredeus.